Artesanato - Revista TAP Portugal

Feira do Empreendedor - Sebrae (DF)

Filigrana entre os Top 100 de Artesanato

Data: sexta-feira, 1 de março de 2002
Veículo: Tribuna do Brasil

Economia

Crédito para quem precisa

SISTEMA DE MICROCRÉDITO; QUE OFERECE DE R$50 A R$10 MIL PARA AS PESSOAS DE BAIXA RENDA MONTAREM OS SEUS PRÓPRIOS NEGÓCIOS, CRESCE A CADA DIA. JUROS ABAIXOS SÃO ATRAÇÃO

     Dados recentes do IBGE, mostram que o desemprego cresceu 6,8% em janeiro. Diante desta realidade, a população procura formas alternativas para fugir do drama e montar seu próprio negócio. O Sistema de microcrédito, que oferece empréstimo de R$50a R$10 mil para pessoas de baixa renda, multiplica-se através de organizações não governamentais (ONGs), prefeituras e governos estaduais. As instituições, que funcionam como bancos, oferecem empréstimos, pagos em até 12 vezes. Quem não atrasa tem direito a renovar o empréstimo num valor superior ao primeiro. Assim a inadimplência é de 2% a 5%.

     A filosofia do microcrédito é bastante simples: dar créditos aos micro e pequenos empresários, a juros reduzidos e com a menor burocracia possível, para que tenham condições de auto-sustento e geração de novos postos de trabalho. As regras para a obtenção do crédito e os valores emprestados variam de acordo com cada instituição.

     Para obtenção do crédito, a avaliação não é realizada nos moldes tradicionais, com exigência de patrimônio, conta em banco e toda a papelada.

     Aspectos como experiência na atividade exercida, bons antecedentes e depoimentos favoráveis de vizinhos, fornecedores e clientes contam tanto quanto garantias financeiras. Outros quesitos também contam pontos, como nome limpo nas instituições de proteção ao crédito e tempo de moradia na cidade.

     A dona-de-casa Idilva Castro costuma bordar alguns panos de prato, mas tinha problema na hora de vender. Sua produção, muito pequena, era oferecida aos parentes e amigos, até que uma vizinha falou sobre o microcrédito. Com os R$100 que pegou emprestado no programa BRB Previdência, mantido pelo Banco de Brasília, ela conseguiu comprar mais material e aumentar sua produção. No ano passado ela oferecia seu produto num estante no Conjunto Nacional durante uma Semana. Em um único dia garantiu quase 200. Sua renda média mensal é de R$300 a R$400. Mas já chegou a tirar R$800.

     Outro exemplo bem sucedido é da artesã Tânia Helou. Tânia trabalha com semi-jóias que ela própria fabrica, folheando a ouro flores, folhas ou frutos desidratados. Em julho do ano passado ela procurou o programa credtrabalho, da Secretaria do Trabalho do GDF, para obter um empréstimo de R$2 mil que iria ajudar na compra de um tanque de folheação maior- o antigo era de dois litros, ela queria um com capacidade para 10 litros, que aumentaria a qualidade de suas semi-jóias. O retorno foi rápido.

     Já em outubro, Tânia comprou outro tanque por conta própria, dessa vez de 15 litros, e agora ela pretende pedir um empréstimo de R$10 mil ao programa. Para Tânia, sem ajuda do programa ela dificilmente teria condições de ampliar seu negócio. "eu costumo dizer que o microcrédito não me ajudou a subir uns degraus, ele de uma carona de elavador", diz.
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