Artesanato - Revista TAP Portugal

Feira do Empreendedor - Sebrae (DF)

Filigrana entre os Top 100 de Artesanato

Data: segunda-feira, 29 de outubro de 2001
Veículo: Tribuna do Brasil

CIDADE – A6

Fim de semana em feira de artesanato

Diego Escosteguy

     Já está se tornando costume na cidade. Uma das opções de programa do brasiliense nesse final de semana foi marcar presença numa feira de badulaques.

     Uma multidão se apinhou no Pontão Sul, às margens do lago Paranoá, para conferir a oitava edição do Pontão Fest, feira de artesanato e cultura.

     Sob uma tenda que os protegia do sol, os visitantes puderam passear por estantes de trabalho manuais de diversos tipos e propósitos, além de terem a chance de apreciar pinturas e esculturas de artistas locais.

     Outras atrações ficaram por conta do pula-pula, que divertia a criançada enquanto os pais conheciam a feira, e a praça de alimentação, com diversos petiscos e doces.

     Entre vários artesãos alguns sofisticados, outros mais rústicos, Ramon Rocha se destacava, valendo de objetos tão inusitados como tuchos, hidráulicos, rotores, bielas, carretéis de câmbio e afins, Ramon esculpe e solda suas obras com criatividade.

     São guitarras, escorpiões, gatos, banjos, "robocops", motos e até mesmo figuras de Dom Quixote (personagem-título do famoso livro de cervantes), todos feitos de sucatas de automóveis, motos e bicicletas.

     Filho de torneiro mecânico, Ramon, aos 40 anos, conta que desde criança aprendeu a lidar com peças de carros, e que há 26 anos divide seu tempo entre um trabalho numa serralheria e as esculturas. Sua favorita é um modelo em pequena escala da moto Harley-Davidson, que sai pela bagatela de R$1,2 mil. "É a peça que mais gosto porque antes eu tinha uma moto, e, apesar de ter tomado uns bons tombos, quero comprar uma de novo", falou, aos risos.

     Outro estilo de trabalho que chamou atenção do público foi a galvanoplastia (método que consiste em banhar em outro objetos comuns) de vegetais. No estande, Tânia Helou mostrava as jóias elaboradas com a técnica, como colares, pingentes e brincos de folhas e sementes, com preços que variavam entre R$19 e R$55.

     Dina Mae de 58 anos, comentava que aprecia muito os objetos banhados em ouro de Tânia. "Tanto que vou comprar um brinco desses", confidenciou, apontando para uma pequena folha de R$19. Sua irmã Júlia Mae, que acompanhava, gostou das atrações do evento. "têm muitas coisas bem interessantes, difíceis de ver normalmente" disse.

     Único expositor que reclamava das vendas, o índio pataxó Rayou, 22 anos, da aldeia coroa vermelha, em Porto Seguro, era estreante na feira. Em meios a várias gamelas (espécie de concha de madeira), Rayou esperavam movimento melhor até o fim da feira.
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